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Neste dia no rock: há 46 anos, o AC/DC transformava luto em 'Back in Black'

· AC/DC · Redação

Neste dia no rock: há 46 anos, o AC/DC transformava luto em 'Back in Black'
Foto: Ed Vill · CC BY 2.0 · Fonte da imagem

Em 19 de fevereiro de 1980, o AC/DC perdeu Bon Scott, o vocalista que tinha a banda na palma da mão. Aos 33 anos, ele morreu em Londres, e por um instante fez sentido imaginar que a história acabava ali. Os irmãos Angus e Malcolm Young chegaram a pensar em parar — mas decidiram seguir, com a bênção da família de Bon.

Cinco meses depois, em 25 de julho de 1980, chegava às lojas Back in Black. A capa toda preta não era firula de design: era luto, uma lápide sonora em homenagem ao amigo. E o disco abre com o dobrar dos sinos de “Hells Bells”, como quem começa num funeral e termina numa festa.

Para assumir o microfone, o AC/DC chamou Brian Johnson, ex-Geordie, dono daquele vocal rasgado que logo virou marca registrada. A gravação rolou longe do frio britânico, nos Compass Point Studios, em Nassau, nas Bahamas, com o produtor Robert John “Mutt” Lange lapidando cada riff até virar hino. De “You Shook Me All Night Long” a “Shoot to Thrill”, é pancada atrás de pancada.

O resultado virou um dos discos mais vendidos de todos os tempos: mais de 50 milhões de cópias pelo mundo, o maior álbum de rock da história e, em várias contagens, atrás apenas de Thriller, do Michael Jackson. Não é exagero dizer que Back in Black salvou o AC/DC — e ainda pagou a conta da banda por décadas.

Quarenta e seis anos depois, o disco segue sendo praticamente a definição de hard rock: direto, sujo, sem gordura. Bon Scott merecia uma despedida à altura. Ganhou a maior de todas.