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Neste dia: há 5 anos partia Dusty Hill, o baixo barbudo que segurava o groove do ZZ Top

· ZZ Top · Redação

Neste dia: há 5 anos partia Dusty Hill, o baixo barbudo que segurava o groove do ZZ Top
Foto: Ralph Arvesen · CC BY 2.0 · Fonte da imagem

Há cinco anos, em 28 de julho de 2021, o rock texano perdia um dos seus pilares silenciosos: Dusty Hill, baixista do ZZ Top, morreu em casa, em Houston, aos 72 anos. Ele vinha lidando com um problema no quadril e havia se afastado da turnê poucos dias antes; partiu dormindo.

Hill não era só o baixista — era metade da identidade sonora e visual da banda. Ao lado do guitarrista Billy Gibbons e do baterista Frank Beard, formou uma das formações mais estáveis da história do rock: os mesmos três caras por mais de 50 anos, sem troca de integrante. E fica a ironia eterna: os barbudos são Gibbons e Hill; quem se chama “Beard” (barba, em inglês) é justamente o baterista de rosto limpo.

No baixo, com voz de apoio e alguns vocais principais, Dusty era o motor daquele boogie arrastado e bluesy que fez a fama do trio. Esse groove ganhou o mundo nos anos 80 com Eliminator (1983), o álbum dos hits “Gimme All Your Lovin’”, “Sharp Dressed Man” e “Legs”, que transformou três roqueiros do Texas em presença constante na MTV.

Até na despedida Dusty foi elegante. Antes de morrer, deixou claro que queria a banda seguindo em frente e indicou o próprio substituto: Elwood Francis, técnico de guitarra de longa data do grupo, assumiu o baixo a pedido dele. O ZZ Top, no Hall da Fama do Rock desde 2004, honrou o desejo e continua na estrada.

Fica a lembrança de um músico que entendia que peso também é sobre espaço e groove — e que, às vezes, a nota mais importante é aquela que você segura firme lá no fundo.