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Neste dia: há 33 anos, 'Siamese Dream' nascia do caos e virava um marco dos anos 90

· Smashing Pumpkins · Redação

Neste dia: há 33 anos, 'Siamese Dream' nascia do caos e virava um marco dos anos 90
Foto: Sven Mandel · CC BY-SA 4.0 · Fonte da imagem

Em 27 de julho de 1993, o Smashing Pumpkins colocava nas lojas americanas o disco que definiria a banda: Siamese Dream. Segundo álbum de estúdio do grupo de Chicago, ele chegava com a missão pesada de suceder o elogiado Gish (1991) num momento em que o rock alternativo tinha acabado de virar o centro do mundo.

O que quase ninguém percebia ao ouvir aquela parede de guitarras é que o álbum nasceu no meio de um caos. O baterista Jimmy Chamberlin lutava contra a heroína, os então namorados James Iha e D’arcy Wretzky tinham acabado de terminar, e Billy Corgan mergulhava numa depressão profunda — ele próprio admitiria, anos depois, que chegou a planejar o próprio suicídio durante as gravações.

Corgan respondeu à pressão do jeito mais obsessivo possível. Ao lado de Butch Vig — o mesmo produtor que tinha acabado de moldar o Nevermind do Nirvana —, empilhou camada sobre camada de guitarra num estúdio em Marietta, na Geórgia, chegando a sobrepor dezenas de faixas numa única música e regravando ele mesmo partes dos colegas. Daí saiu aquele som denso e aveludado que virou marca registrada.

Deu certo. Siamese Dream estreou em 10º lugar na Billboard 200, emplacou “Cherub Rock”, “Today”, “Disarm” e “Rocket”, e acabou certificado com 4× platina nos Estados Unidos, passando de seis milhões de cópias mundo afora.

Mais de três décadas depois, o disco segue como um dos alicerces do rock dos anos 90 — a prova de que, às vezes, a obra mais bonita sai justamente de quem estava se sentindo em pedaços.