Neste dia no rock: 'The Rising', o disco em que Springsteen encarou o luto do 11 de setembro (2002)
Em 30 de julho de 2002 — 24 anos atrás, hoje —, Bruce Springsteen lançava The Rising, seu 12º álbum de estúdio e um dos retornos mais aguardados da carreira. Era o primeiro disco de estúdio em sete anos e, mais simbólico ainda, o primeiro gravado com a E Street Band em 18 anos.
O álbum nasceu da ferida aberta pelos atentados de 11 de setembro de 2001. Springsteen não fez panfleto: fez um trabalho sobre perda, bombeiros, luto e a teimosia de continuar de pé. Foi gravado no começo de 2002 no estúdio Southern Tracks, em Atlanta, com produção de Brendan O’Brien.
E deu certo dos dois lados do balcão. The Rising estreou em primeiro lugar na Billboard 200 — o primeiro nº 1 de Springsteen desde Tunnel of Love, de 1987 — e ainda levou o Grammy de Melhor Álbum de Rock em 2003. Singles como “Lonesome Day” e a faixa-título seguraram o disco nas rádios por meses.
Mais que números, The Rising virou um marco por um motivo raro: um dos maiores nomes do rock americano topou a tarefa de traduzir uma tragédia coletiva em canção — e reuniu sua banda histórica justamente pra isso. Mais de duas décadas depois, continua sendo o disco em que Springsteen transformou luto em algo que dá pra cantar junto.